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Balanço das oitavas!

Entre  surpresas e despedidas dos melhores jogadores do mundo, a copa avança às quartas de final. De um lado da chave campeões mundiais como França, Brasil, Uruguai e a equipe de melhor campanha na primeira fase, a Bélgica. Do outro lado, apenas a Inglaterra foi campeã do mundo e disputou uma final, em 66. De qualquer forma, já temos uma equipe não muito esperada pelos bolões mundo afora na final, que pode ser Inglaterra, Suécia, Croácia ou os donos da casa, a Rússia. O chaveamento pode ser visto aqui.

Chega de enrolação e bora para os famosos destaques:

Mbappé e a França resolveram jogar: frente a uma conturbada e frágil seleção argentina, Mbappé colocou os hermanos pra correr. Literalmente  na partida, pois correu como nunca, e na copa, pois foi o principal responsável pela eliminação dos argentinos. Final: França 4×3 Argentina;

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Fonte: goal.com

Cavani e a linha de contenção uruguaia:   a linha de marcação no meio e defesa do Uruguai foi impecável diante de Portugal. Cristiano Ronaldo ficou no bolso de Torreira, Laxalt, Godín e companhia. Até o artilheiro Cavani, que marcou dois gols e depois se lesionou, voltava pra ajudar e ficava na sobra. Não foi a toa que a equipe não havia tomado gol até este jogo. Final: Uruguai 2×1 Portugal;

A “Copa dos goleiros”: quem roubou a cena nas oitavas de final foram os goleiros. Igor Akinfeev (Rússia),  que nem treinou pênaltis, acabou defendendo dois contra a Espanha, colocando a zebra russa nas quartas de final. Kasper Schmeichel (Dinamarca) nem fazendo milagres conseguiu classificar sua nação. Defendeu um pênalti na prorrogação contra a Croácia e dois na decisão por pênaltis. Pena que era o dia de Danijel Subasic (Croácia), que defendeu três e classificou os croatas. Ainda é destaque Jordan Pickford (Inglaterra) que defendeu um pênalti e classificou seu país para as quartas de final, Thibaut Courtois (Bélgica) que iniciou o contra ataque do gol da virada belga contra o Japão no último minuto e Alisson Becker (Brasil) que é o goleiro que está a mais tempo sem levar gols na copa. Só levou na estreia contra a Suíça e não levou mais gols.

Seleção brasileira crescendo: a hora de crescer na competição é agora e é isso que a seleção brasileira está fazendo, crescendo nas horas de decisões. O melhor futebol que a seleção apresentou na copa toda foi no último jogo. Final: Brasil 2×0 México;

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Seleção brasileira comemorando gol contra o México

Poder de reação belga: mesmo deixando muitos espaços para o Japão, a Bélgica teve maturidade de após estar atrás do placar por dois gols no segundo tempo conseguir a virada praticamente no último lance do jogo;

Preciosos minutos finais: a Colômbia com Mina, fez o gol que levou o jogo contra a Inglaterra para a prorrogação nos acréscimos do jogo. Acabou indo para os pênaltis e a vitória foi inglesa. Mesma coisa aconteceu com o gol da virada da Bélgica sobre o Japão;

Zebra não deu espaços:  a Rússia estacionou suas zebras em frente à grande área, não permitindo uma maior objetividade do time espanhol.

Em baixa:

Despedida dos melhores do mundo: Messi e Cristiano Ronaldo poderiam se encontrar nas quartas de final, mas se houve algum encontro foi no aeroporto. Ambos eliminados;

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Cristiano Ronaldo em confronto contra o Uruguai. Fonte: Esporte Interativo

A ingenuidade japonesa: O Japão estava vencendo a poderosa Bélgica por 2 a 0 e parecia que queria fazer mais, acelerando o jogo. Não valorizava a posse de bola, não parava o jogo. O resultado foi a virada e a derrota. Se ficasse tocando bola como fez contra a Polônia poderia ser mais eficiente;

Bagunça argentina: foi a “crônica de uma morte anunciada”. Sem esquema definido, a Argentina era um apanhado de jogadores em campo e não foi páreo para os franceses. Ainda conseguiram se lançar ao ataque e fazer 3 gols;

Audácia frustrada mexicana: gritar olé com 15 minutos de jogo em um 0 a 0 contra os pentacampeões mundiais não deu sorte. Até que tiveram certa personalidade em determinado momento, mas foram dominados e eliminados. A manchete “Jogou como nunca, perdeu como sempre” estampou novamente as primeiras páginas dos jornais mexicanos;

Clássico do IDH: Suíça e Suécia poderiam sim  colocar a potência de IDH em campo. Em jogo sem muitas emoções, a Suécia levou a melhor;

Falta de objetividade espanhola: a Espanha tocou a bola eternamente. Deve estar tocando até agora. trocou mais de mil passes contra pouco mais de 200 da Rússia. A posse de bola foi superior a 70%, mas pelota rodando os lados do campo sem chute a gol ou infiltrações não ganha jogo. Nos pênaltis é só chute, não tem passes, aí a Espanha levou a pior.

O desejo agora é: CHEGA LOGO SEXTA!!!!! Tem quartas de final!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Carlos Renato Simonetto Ver tudo

Curitibano, bancário, formado em Comunicação Institucional e estudante de Jornalismo. Trata o futebol como um fenômeno social e não somente uma bola e muito dinheiro rolando. Curte crônicas, valoriza a criatividade. Apreciador de música e baixista.

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